Os matérias abordam vários temas em voga como ansiedade, suicídio, estresse pós-traumático e etc.

Depressão e ansiedade têm se tornado cada vez maisfrequentes, seja em países ricos ou pobres. O número de pessoas sofrendo com essas doenças aumentou de 416 milhões para 615 milhões entre 1990 e 2013, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Falar de saúde mental é, portanto, falar do dia a dia, da convivência. É sustentar as contradições humanas da maneira como aparecem. É respeitar os sujeitos pela história singular de cada um e pensar que cada um enfrenta batalhas muito particulares na vida, recorrendo a diferentes ferramentas.

Neste contexto de instabilidade de um ano repleto de dificuldades, os alunos do 8º semestre do curso de Psicologia desenvolveram cartilhas, fornecendo informação e conscientização para o público, levado conhecimentos essenciais sobre saúde mental para a comunidade acadêmica e externa, além de criar um espaço para reflexão sobre a importância desse debate, sempre com a missão de desmistificar os assuntos e esclarecer a necessidade de cuidar da saúde mental. As cartilhas foram desenvolvidas com uma linguagem simples, buscando justamente a maior abrangência possível da mensagem.

Ao todo, foram 11 cartilhas sobre vários temas, os quais abordaremos nesta matéria! Para quem quiser ver a cartilha na íntegra ou compartilhar o material basta clicar no nome do projeto para fazer o download.

Desenvolvida pelos alunos Bruna Queiróz de Lima Falleiros, Bruno Ricardo Oliveira Randazzo e Heloísa Bianca Pinheiro da Silva, a cartilha tem o objetivo de auxiliar os jovens a identificarem crises de ansiedade, focado na promoção de melhorias na saúde mental.

A adolescência é um período de mudanças no nosso corpo, o que pode acarretar várias incertezas e até medos, deixando os jovens propensos a desenvolverem crises ansiosas em diferentes intensidades. A cartilha pontua alguns dos sintomas:

Sensação de fraqueza, tensão ou dor muscular;

Fadiga e falta de ar;

Sudorese, boca seca, vertigens e náuseas;

Dificuldade de concentração;

Dificuldade de manter o sono.

“A ansiedade generalizada é a preocupação excessiva que o adolescente tem em várias áreas, sendo elas escolares, familiares, sociais e saúde. Pessoas que sofrem dessa ansiedade tendem a ser perfeccionistas e geralmente os pais têm uma alta expectativa sobre o seu futuro e realizações do dia-a-dia”. Mas a ansiedade pode ser evitada, ou ter sua intensidade diminuída com algumas práticas, como uma alimentação saudável, uma boa qualidade de sono e prática de exercícios físicos podem ajudar bastante!

Desenvolvido pelas alunas Mariane e Kauana a cartilha tem como objetivo mostrar para as pessoas os impactos do isolamento social causado pela pandemia do novo coronavírus na nossa saúde mental, dando destaque principalmente para a ansiedade, fruto de uma enchente de informações, incertezas e angústias que vieram a flor da pele. Ao longo  do material, as alunas ainda pontuam alguns contatos para acolhimento psicológico, além de sugerirem algumas ações que podem ajudar as pessoas em isolamento.

Elaborada pelos alunos Larissa Costas, Rhadassa Martim e Ricardo Almeida, a cartilha parte do princípio de que a morte é a nossa única certeza, portanto um futuro inevitável, assim presta-se a debater sobre qual a forma mais didática e sutil de trazer esse assunto para os pequenos. 

Durante o texto, os alunos dizem que é necessário evitar algumas metáforas como “dormiu para sempre”, “foi morar com papai do céu” ou “virou uma estrela”, expondo que esses termos são incompreensíveis para crianças, principalmente menores de 8 anos, podem fantasiar que haverá uma volta da pessoa falecida. A cartilha também mostra alguns exemplos de livros e filmes que podem ser úteis ao abordar o assunto como “o rei leão” e “o coração e a garrafa”.

A cartilha em questão foi fruto do trabalho dos alunos Aline de Paula, Fernanda Galego, Gisele Maciel Ferreira, Larissa Lobo e Priscila Gaspar. O material aborda dados sobre o suicídio no Brasil e no mundo, afirmando que 90% dos suicídio podem ser evitáveis. Em meio a informações demográficas, sinais e causas, o grupo dedica-se a entender o que leva uma pessoa a cometer tal ato, como identificar e agir perante uma pessoa com intenções suicidas.

Aqui aprendemos que a ansiedade possuí alguns sintomas conhecidos, porém, a forma com a qual cada pessoa reage a esse sentimento é diferente, podendo gerar respostas e emoções que nem sempre se encaixam no que comumente é divulgado. A cartilha de Aline Guidi dos Santos, Bruna Rodrigues da Cruz, Denise Daniéle Angelo, Nathane Barros da Silva, Tafny Gabrielle dos Santos também aborda as possíveis causas desse estado ansioso que pode variar do trabalho ao uso de certos remédios com efeitos colaterais.

O artigo presta-se a falar sobre o tratamento, como é feito, onde pode ser feito, além de recomendar uma série de serviços públicos focados no tratamento deste que, possivelmente, foi algo quase comum em 2020.

Você sabe a diferença entre esses dois tipos de desastres? Bem, de acordo com o material produzido pelas alunas Débora Silva Souza e Maria Luiza Benevides Grilo, os desastres naturais são fenômenos como furacões, inundações, terremotos etc, diferente dos de origem humana, que compreende guerras, incêndios, contaminação química, nuclear entre tantos outros.

De início, pode ser difícil estabelecer uma relação entre esses desastres e a psicologia. Contudo, basta alguns minutos de atenção para ver o papel vital exercido pelos profissionais no amparo das vítimas no reparo de danos psicológicos causados pelos eventos.

Nesta cartilha, vemos muito mais do que como se comportar durante a pandemia, tomando cuidados tais como o uso de máscara, a higiene constante das mãos e evitar lugares aglomerados. Os alunos envolvidos também deixam um espaço para comentar algumas atitudes que você pode tomar para que o seu isolamento seja menos sofrido, como por exemplo: Manter uma rotina, consumir sites confiáveis, manter contato com amigos e etc.

Como dito em cartilha anterior, os números do suicídio no Brasil e no mundo são assustadores e ao aplicarmos um filtro demográfico alguns dados preocupantes surgem. Segundo o conteúdo produzido pelos alunos Eduarda Ortiz, Eliane de Fátima, Peterson Pinho e Tauana Bogo a comunidade LGBTT é uma das que mais sofre com o suicídio, sem que estudos apontam que a existência de uma pessoa próxima que acolhesse o sujeito em sua orientação sexual, diminuiria 40% a chance de tentativas de suicídio.

“Quando falamos do público LGBTT, os números estáticos de suicídio em relação a heterossexuais são maiores, tendo como grande influência questões sociais/culturais. No Brasil, há construções de padrões sociais, como o padrão heterossexual, e tudo o que é fora deste padrão é taxado como anormal. Há uma visão negativa da sociedade em relação ao público LGBT, o que acaba afetando a vida destas pessoas, de até mesmo não se aceitarem como são, por medo de serem julgados”, segundo o material.   

O conteúdo produzido pelas alunas Beatriz Onofre e Julia Saldanha busca mostrar qual a diferença entre ansiedade normal do transtorno. “A ansiedade torna-se patológica (TAG) quando é desproporcional ou não apresenta motivo específico para sua ocorrência. O Transtorno de Ansiedade Generalizada é um estado emocional que afeta diretamente aspectos psicológicos e fisiológicos da pessoa”.

O material também busca mostrar as possíveis causas, tratamentos e como lidar com as crises.

Nessa cartilha, os alunos debruçam-se sobre as causas do silêncio dos homens e por qual motivo raramente comentam suas emoções e pedem ajuda. No trabalho, é possível ver uma forte relação entre a criação dos homens com frases como “homem não chora”, fora uma série de ações que buscam ridicularizar ou silenciar aqueles que expõem seus sentimentos.

A cartilha foi produzida por Fernanda Caroline Moraes e Jeysiani Francyelli de Souza Silva e tem como objetivo garantir que todos tenham acesso à informação e uma vida mais saudável. O transtorno de estresse pós-traumático é uma doença que se desenvolve em pessoas que sofreram eventos traumáticos, assustadores ou perigosos, como espancamentos, sequestros, acidentes de carro, desastres ambientais ou epidemias.

Ao decorrer da cartilha, as alunas explicam como podemos ajudar as pessoas que sofrem com esse transtorno, prevenção, tratamento e principais sintomas.

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